16 de ago de 2011

flor ciana



ora azul queimado de amor,
ora azul molhado de lágrimas
do mar que é azul como nada;
que prima o tudo.
cor primária, principal
primícia de luz
luz de lúcia

azul tranquilo de lu... a ciana
blue de lu que também é azul
alma azul, sangue de rainha
sangue nobre, sangue ciano

pra minha sinhá ana
que também é nome de rainha
que tem sangue nobre e de cor ciana
assim como a flor azul que é minha
...luciana.

poema pra alguém muito especial e que é apaixonada pelo azul: luciana prado.
foto: andre

4 de jul de 2011

realidade superficial


o mundo vive a era da tecnologia. há quem diga que, na verdade, ele sobrevive. é notório o estreitamento das relações pessoais por causa dos meios de comunicação. embora, acompanhado dele venha a liquidez dos relacionamentos.
ferramentas como a internet e os aparelhos celulares são febre no mundo inteiro e passam a ser, para a maioria dos usuários, uma necessidade. é claro que todas essas inovações contribuem e muito para o desenvolvimento global. os celulares, por exemplo, conectam pessoas e empresas, ultrapassando qualquer barreira de tempo e espaço. a informação é rápida e insere o indivíduo no contexto mundial.
essa explosão de tecnologia e informação trouxe a sede incansável pelas suas ferramentas. o que não se tem levado em conta são as consequências negativas que tudo isso traz.
estar próximo ou distante ficou muito confuso. a aproximação virtual fez as pessoas se distanciarem, afetuosamente falando. a praticidade da conexão das redes sociais da internet e das chamadas celulares entorpecem os indivíduos quanto à necessidade atual do ser humano: se humanizar.
a tecnologia e as relações pessoais sólidas bem que poderiam andar juntas.

texto : minha redação no vestibular da uesb

11 de jun de 2011

infinito, enquanto dure



"soneto da fidelidade"
poema: vinicius de moraes
intérprete: camila morgado

feliz dia dos namorados... aos contemplados.
por enquanto, só tô contemplando a falta.

4 de mai de 2011

laço


estou preso num laço.
nele, quanto mais nós, espaço
apertos
abraços
laço tem cor
da cor vermelha
da cor da guerra
da cor do sangue quem um dia me fez terra
na terra.

17 de abr de 2011

dores

é como se meus olhos pudessem ver os territórios da minha alma sendo invadidos pela dor.
sinto dores que há muito não sentia. daquelas que ameaçam o orgulho, a verdade e o plano. dores que desmantelam a lógica, o tempo e a regra.
eu que ergui muros altos, que cerquei de cuidados os limites encantados da emoção. eu que conheço os danos da invasão, o drama e o estrago da rendição.. eu que sou forte, sinto dores. eu que calei o coro dos valentes, silencio diante do sussurro das dores.
eu que inventei a analgia, sinto. eu que entreguei os remédios em troca de vacina, experimento a sina de quem inevitavelmente sente.
sinto dores.
e sentindo entendi que nessa vida não há beleza livre da dor. não há sentido inviolável, nem sentimento invariável. é sentindo que se lembra que é com dores o nascimento, com dores o crescimento. é com dores que se ganha e que se perde. é com dores que se paga. é com dores que se espera.
dor é a herança confusa de quem ainda vive essa vida pequena. é o sintoma da doença. é a sentença da escolha. é algoz e é vigia. em vez de atestar a ausência do bem, é a prova do efeito do mal. sem dor não haveria salvação.

sinto, logo dói.
 
 
texto de cândido gomes.

22 de mar de 2011

esperança



hoje, me senti grande; forte. com a impressão de que nada pode me deter.
não sei exatamente onde estou e nem tenho tanta pressa. agora, não. os medos estão longe.
um consciência limpa de que tudo que eu fiz foi proveitoso. e se não foi, é.
venci meu gigante. um sonho quase impossível.
e nem adianta que palavras não me destruirão.
sei que amanhã e depois e depois e depois... guerras. mas no fim um pouco de paz, que seja.

foto: jaime

21 de mar de 2011

meios

chorando pelos amores e desamores dos amigos...
mas tudo vai ficar bem. cês vão ver.
amanhã cês superam tudo isso de letra!
força, amigos!

8 de mar de 2011

às rosas e rosa


como hoje é um dia mais que especial, quero deixar minha singela homenagem a essas rosas.
sim, porque a rosa é a alma da mulher.
se nunca ouviu a música do pixinguinha, leia e ouça aqui.



tu és, divina e graciosa
estátua majestosa do amor
por Deus esculturada
e formada com ardor
da alma da mais linda flor
de mais ativo olor
que na vida é preferida pelo beija-flor
se Deus me fora tão clemente
aqui nesse ambiente de luz
formada numa tela deslumbrante e bela
teu coração junto ao meu lanceado
pregado e crucificado sobre a rósea cruz
do arfante peito teu

tu és a forma ideal
estátua magistral oh alma perenal
do meu primeiro amor, sublime amor
tu és de Deus a soberana flor
tu és de Deus a criação
que em todo coração sepultas um amor
o riso, a fé, a dor
em sândalos olentes cheios de sabor
em vozes tão dolentes como um sonho em flor
és láctea estrela
és mãe da realeza
és tudo enfim que tem de belo
em todo resplendor da santa natureza

perdão, se ouso confessar-te
eu hei de sempre amar-te
oh flor meu peito não resiste
oh meu Deus o quanto é triste
a incerteza de um amor
que mais me faz penar em esperar
em conduzir-te um dia
ao pé do altar
jurar, aos pés do onipotente
em preces comoventes de dor
e receber a unção da tua gratidão
depois de remir meus desejos
em nuvens de beijos
hei de envolver-te até meu padecer
de todo fenecer

intérprete: patricia marx
composição: pixinguinha e otávio de souza


parabéns, mulheres pelo dia e por fazerem parte (e que presença!) de todos os outros dias de nossas vidas.
um carinho pra minha mãe "rosa" de nascimento e de alma também.

foto: geisa



20 de fev de 2011

probatória...


... minha posição.
os prós das arestas esfriam e esquentam, literalmente.
é o crisol da vida.
sujeitinha que tem um dom pra ourives!
resto cá.